terça-feira, 14 de outubro de 2014









Não sou desse mundo
Não pertenço a isso
Eu renego tudo o que está ao meu redor
Vivo mais por obrigação do que por prazer
Vivo uma vida que não é a minha
Sufocado por não me colocar na rua
Sou só fruto do meio
E não fruto de mim mesmo
Eu não sou eu pela milésima vez
Quero música, poesia, vento no rosto
Quero sentar numa pedra e ver o longe se desfazer no horizonte
Quero sorrisos e conversas tolas sobre qualquer coisa
Eu quero parar de repetir isso tudo
E deixa eu te dizer mais
Não tenho cabelos brancos por acaso
Ingênua, é tua atitude de achar-me ingênuo
Eu sei bem o que quero e o que quero
Só não quero ser refém da dúvida
Porque pra ser eu, eu terei de ver o teto acima cair e tenha certeza: eu darei risada
E pra ser seu, eu só preciso do mínimo:
Um sinal

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