terça-feira, 7 de abril de 2015

Adeus



Aceitamos tudo sem tentar
Várias toalhas jogadas ao chão
Eu me esquivo de cada uma delas
Existe um vento suave que sopra
Ele leva a caminhos onde eu quero ir
Ele sopra o que eu sou em uma paz que não cabe em nenhuma fita métrica
Existe outro vento que parece meio parado
Movimenta de vez em quando o que é até bom
Não gosto da inércia
Não gosto de resoluções
Gosto do pronto
O pronto é mais simples
Não espero por nada
Não espero pela possibilidade
Aponto uma arma ao extremo meio da face da vida
Ela está engatilhada
Não serás tão cruel em me negar respostas
Eu não esperarei mais por outra
Mas eu tenho algo em minhas mãos
Chama-se: possibilidade de escolha
Onde eu posso me conduzir
E é me conduzindo que sei
Que não quero ser vítima do silêncio
Muito menos dos que gritam no meu ouvido
Não do meu...
O caminho entre a continuidade e a desistência é uma dança maluca por cima de uma navalha
E meus pés já sangraram demais
Sangram desde outras existências
E me privarei de tudo isso pensando nos outros "eu" mais à frente
Não estarei mais por aí
Nem ao menos perturbarei os sonhos egocêntricos que voam a todo instante nas florestas do não
Viva
Eu viverei...

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